Comunidade de Prática
  Observatório Nacional
de Recursos Humanos
08 de Setembro de 2010, 14:19 *
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Autor Tópico: Gestão de competências: disseminação e adesão internas  (Lida 925 vezes)
Raky
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• Formação académica: Licenciatura em GRH e pós-graduação na mesma área. • Experiência profissional: Desde 2004 desempenho funções em departamentos de recursos humanos assumindo a responsabilidade pela concepção e implementação de políticas de desenvolvimento de pessoas, nomeadamente ao nível de: o Análise e qualificação de perfis funcionais, o Gestão do desempenho, o Formação e desenvolvimento, o Gestão de carreiras, o Gestão de compensações, o Projectos de dinamização do clima organizacional. Em 2009, estas actividades foram complementadas com a participação nos seguintes projectos: o Programa Arquimedes:formadora e consultora no domínio dos recursos humanos, o Projecto de investigação (financiado pelo Cedefop) - projecto europeu de investigação na área da identificação e desenvolvimento de competências dos profissionais do sector dos serviços sociais.


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« em: 04 de Fevereiro de 2010, 11:56 »

Olá a todos,
Inscrevi-me recentemente nesta comunidade de prática que desde já felicito. Espero aprender, partilhar práticas e contribuir, desta forma, para a dinamização desta iniciativa.

O tema que me leva a abrir este tópico é a gestão das competências.
Estou envolvida num projecto interno de revisão do sistema de gestão de pessoas, no qual a  gestão de competências assume um papel central. Neste momento a revisão do modelo de competências está concluída, no entanto, antes da implementação gostaríamos de envolver um grupo de colaboradores com um duplo propósito:
1. validar a compreensão do novo modelo de competências
2. reunir possíveis agentes de mudança (para facilitar a adesão ao novo modelo)

Gostaria de conhecer a vossa opinião e experiência(s) acerca da implementação de modelos de gestão de competências e da sua disseminação (e adesão) interna.

Agradeço, desde já, a vossa colaboração.
Com os melhores cumprimentos,
Raky
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anavargasantos
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Mestre em Psicologia do Trabalho, das Organizações e dos Recursos Humanos pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e pelo Institut de Psychologie de l’Université Paris Descartes. Colaboradora da QUAL, onde desempenha funções de Dinamizadora da Comunidade de Prática do Observatório Nacional de Recursos Humanos.


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« Responder #1 em: 12 de Fevereiro de 2010, 11:51 »

Olá Dra. Raky,

Em primeiro lugar, obrigada pela sua questão. Todos sabemos que a Gestão de Desempenho é uma das áreas da Gestão de Recursos Humanos que mais tem suscitado o debate, a investigação e a reflexão. Contudo, admitimos também que é uma área sensível, envolta em questões de confidencialidade, pelo que estou grata pela abertura por si demonstrada ao apresentar o caso por si vivenciado perante todos os membros da nossa Comunidade.

Enquanto aguardamos por contributos de cariz mais prático, que reflictam experiências vividas ou testemunhadas, permita-me partilhar uma reflexão teórica, apresentando os requisitos essenciais à implementação de um sistema de gestão de desempenho, tal como foram enunciados por Cascio e Aguinis em 2005, no seu livro Applied Psychology in Human Resource Management. Este elenco de princípios acaba por se constituir como uma "checklist" face à qual os sistemas adoptados e implementados podem ser confrontados:

1. Congruência com a estratégia: o sistema deve medir e encorajar comportamentos que permitam a consecução de objectivos organizacionais

2. Exaustividade: todos os colaboradores e todos os indicadores de relevo devem ser avaliados

3. Pragmatismo: o sistema deve ser acessível, de modo a permitir a sua utilização por todos os envolvidos

4. Alcance: os resultados devem ser usados para informar decisões inerentes à Gestão de Recursos Humanos

5. Especificidade: o sistema deve fornecer informação específica tanto a avaliadores quanto a avaliados sobre o que deles é esperado e como é que tais expectativas podem ser cumpridas

6. Discriminação: o sistema deve permitir diferenciar claramente um desempenho eficaz de um desempenho ineficaz

7. Fiabilidade e validade: as avaliações devem seguir critérios consistentes ao longo do tempo e entre diferentes avaliadores

8. Inclusividade: o sistema deve permitir a participação activa por parte de avaliadores e avaliados - todos devem ter a oportunidade de contribuir para o "desenho" do sistema

9. Justiça: os participantes devem ver o processo e os resultados como justos e equitativos
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Ana Santos
claudiaferreira
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Mestre em Psicologia do Trabalho e das Organizações, neste momento a desempenhar funções de Estagiária de Recursos Humanos. As minhas principais áreas de interesse são a avaliação de desempenho, o recrutamento e selecção e a gestão de mudança organizacional.


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« Responder #2 em: 14 de Fevereiro de 2010, 20:20 »

Antes de mais devo dizer que sou um membro muito recente desta interessante comunidade prática. Vejo com enorme agrado esta partilha de experiências e reflexões que tanto pode contribuir para uma maior conscientização por parte dos profissionais aquando da aplicação e desenvolvimento de práticas organizacionais.

O não comprometimento dos princípios de confidencialidade leva a que a minha reflexão sobre este tópico, apesar de baseada na minha experiência, seja um pouco geral. Contudo, o modelo conceptual introduzido pela Dra. Ana Santos em muito reflecte as práticas que tenho presenciado na empresa onde trabalho.

Assim,  quanto a mim e de acordo com o que tenho tido oportunidade de observar, o primeiro ponto a ser tido em conta deve ser a aceitação da metodologia de gestão por todos como sendo a mais adequada. Torna-se fulcral o envolvimento de todos por forma a potenciar as percepções de justiça e equidade. É importante que as competências escolhidas para basear a gestão contem com o acordo de quem vai ser gerido através destas, tornando evidente que esta gestão se prende com a consecução de objectivos globais, sendo que todos devem esforçar-se para contribuir para o sucesso global.

O segundo ponto prende-se com a operacionalização do processo. É importante que as competências contribuam não só para o diagnóstico das situações problemáticas mas que contribuam também para a sua resolução propondo medidas de crescimento/desenvolvimento concretas, se possível com exemplos práticos, que permitam uma fácil compreensão e uma tradução desta em acções de melhoria concretas. Como em muitos outros casos, aqui menos é mais. É importante que todos se sintam confortáveis com as competências utilizadas, compreendendo o que cada uma delas significa e que tipo de comportamentos reflecte. Desta forma será também mais fácil gerir expectativas. Se cada um souber o que dele é esperado isto fornecerá ferramentas para que cada um se avalie a si próprio com maior exactidão e sentido crítico. Tal permitirá também a todos avaliar-se comparativamente com os que o rodeiam, fomentando uma maior transparência em todo o processo.

Sob o meu ponto de vista, quando se implementa um sistema de gestão por competências, quando esforços são realizados para que todos acreditem e se rejam por determinados critérios e, porque não dizê-lo, valores, é bastante importante que esse sistema se mantenha relativamente constante ao longo do tempo. A modificação brusca de critérios ao longo do tempo pode levar a que uma avaliação/diagnóstico num dado momento, quando comparado com outra num momento distinto não tenha quaisquer pontos de comparação e, portanto, qualquer validade, podendo esta mudança ser muitas vezes percepcionada como “injusta” e díspar.

Acima de tudo é importante que, como em qualquer processo de mudança, todos se sintam envolvidos, todos sintam que as suas opiniões são tidas em conta. Ao fim ao cabo, penso ser essa a única forma justa e adequada de gerir pessoas.
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Cláudia Ferreira
anavargasantos
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Mestre em Psicologia do Trabalho, das Organizações e dos Recursos Humanos pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e pelo Institut de Psychologie de l’Université Paris Descartes. Colaboradora da QUAL, onde desempenha funções de Dinamizadora da Comunidade de Prática do Observatório Nacional de Recursos Humanos.


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« Responder #3 em: 02 de Março de 2010, 13:56 »

Dando continuidade a esta discussão, publico agora, com a devida autorização do seu autor, um texto redigido e disponibilizado pelo Dr. Luís Cochofel no seu blog pessoal (http://luiscochofel.wordpress.com/).

Sobre a Avaliação de Desempenho nas Organizações

Começo por uma reflexão que uso num outro texto a propósito de Motivação de Pessoas:

‘Concluía um autor americano, de seu nome Henry Peter Brougham, no fim do século XIX, uma das suas análises sobre a evolução das pessoas, concentrando-se naquilo que era a realidade que ele próprio tinha testemunhado naquele país, da seguinte forma: ‘A Educação torna as pessoas mais facilmente lideráveis, mas mais difíceis de conduzir; torna-as mais facilmente governáveis, mas mais dificilmente escravizáveis’.’

De facto, penso que é isto que acontece com todos nós: cada dia que aprendemos um pouco mais tornamo-nos mais capazes de criticar o que está em falta, aceitando menos as situações em que vemos injustiça ou em que as palavras não são acompanhadas pelos actos ou factos.

Vamos então olhar para o que está na base da necessidade das Organizações em proceder a Avaliações de Desempenho dos seus Colaboradores, e porque é que estas podem ser determinantes para o sucesso individual destes e daquela:

A Avaliação de Desempenho, tal como a vejo, prevê dois momentos duros e difíceis, que devem anteceder um ano inteiro de crescimento e satisfação.

O primeiro momento duro é o da Auto-avaliação por parte de cada Colaborador da Organização. Ninguém sabe mais sobre as suas fraquezas e os seus deslizes do que o próprio. Fazer um ‘exame de consciência’ sério é, sabemo-lo, um acto difícil. É evidente que estou a falar de Pessoas responsáveis, ou seja, de TODOS os Colaboradores que uma Organização DEVE ter.

Quando vejo Auto-avaliações que seguem uma linha recta, na vertical, identificando-se como Bons ou Muito-Bons, percebo que a Auto-avaliação NÃO EXISTIU. Esteve a tentar dar-se um ‘recado’ à Chefia Directa. Normalmente, o que não deixa de ser curioso, estas Auto-avaliações não são acompanhadas de Notas Pessoais identificando claramente questões a melhorar sejam elas relativas à Organização ou ao próprio Colaborador (situação mais rara). Este tipo de ‘Auto-avaliação fantasma’ chama-me a atenção para a Avaliação da Organização: o que é que está a promover esta deslocação do foco, no momento que devia ser o da revisão do desempenho próprio? Ou terá sido a selecção de Colaboradores que falhou?

Para o Coordenador/Chefe/Director este momento é também duro e difícil, e é-o multiplicado por si próprio. Para além de se Auto-avaliar, tem, ainda, que avaliar cada um dos seus Colaboradores, revendo em cada um as suas próprias falhas (dele Coordenador/Chefe/Director). Normalmente, este tipo de Colaborador de uma Organização é mais duro consigo próprio do que com os outros. Acontece é que, ao estar a poupá-los a críticas, está a potenciar um novo período com os mesmos erros. E quem sofrerá com isso será, por ordem de importância, a Organização, o Departamento/Serviço, a Equipa, o Coordenador, cada um dos Colaboradores. (Ou seja: TODOS os envolvidos! E nem falei de todos aqueles por causa de quem a organização existe: os Clientes…)

O segundo momento difícil é o da entrevista de Avaliação, em que se conjugam as duas variações sobre o mesmo tema: a Auto-avaliação e a Avaliação ‘superior’.

Apesar da certeza de que há consciência das mesmas questões nas mesmíssimas proporções, por parte de ambos os interlocutores, confrontamo-nos muitas vezes com posições quase irredutíveis da parte de um ou de outro interveniente.

A maior parte das vezes, isto acontece porque se vê na sessão o momento da sentença: Castigo ou Recompensa?

De facto, a expectativa devia ser apenas esta:

‘O que é que preciso de melhorar, para estar, pelo menos, ao nível esperado pela melhor organização do mundo deste sector (a organização em que eu trabalho!) ?’

E esta pergunta precisa da resposta de ambos os intervenientes: o ‘superior’ porque usando a resposta será melhor apoiante de cada um dos seus Colaboradores, e poderá garantir um melhor serviço aos seus Clientes; o Colaborador porque o desenvolvimento sugerido lhe permitirá ser cobiçado por todas as outras organizações do género e não há melhor recompensa do que a que recebemos (de nós mesmos) pela satisfação de nos sabermos melhores.

Dito isto, e ao contrário do que normalmente faço (só costumo mostrar o lado bom das coisas), deixem-me focar o que encontro mal feito na maioria das Organizações por onde passo:

1. Promove-se a Avaliação de Desempenho como a chave para a sentença, anual, de Recompensa ou Castigo;
2. Cria-se um ambiente de temor, que produz como resultado a procura de zonas de conforto (‘avalio só como Bom, senão parece mal…’);
3. O Coordenador/Chefe/Director tende a ser mais demorado na Avaliação dos seus Colaboradores, não apenas por falta de coragem, mas para ver se consegue saber antes de escrever o que cada um deles fez em Auto-avaliação;
4. Não se enfrentam as questões que se sobrepõem àquela relação directa (política de remunerações; política de promoções; política de recompensa ou reconhecimento), referindo-se, frontalmente, que não são aquelas políticas que estão em causa mas, tão-só, a melhoria do desempenho de toda a organização;
5. Não há um verdadeiro foco na MELHORIA: foca-se a ‘culpa’ e procuram-se os ‘culpados’;
6. Não há, da parte dos Avaliadores, verdadeiras sugestões de MELHORIA para o outro: normalmente há críticas, sem nenhuma solução apontada para ultrapassar a situação que as suscitou.

Sei que, para a grande maioria das Organizações Portuguesas não é possível corrigir de um dia para o outro (de um ano para o outro?), eventuais ‘injustiças’ na distribuição de benefícios aos seus colaboradores.

Sei, também, que é possível fazer desviar daí a atenção de forma séria:
Experimente-se o estabelecimento de um Prémio Anual (ou mensal) por Empenho e Envolvimento na prossecução da Melhoria, com base em dados mensuráveis e avaliação global (acho que já lhe ouvi chamar 360º, mas ainda não assimilei esse conceito – parece que o sujeito fica no centro de uma circunferência perfeita, e esta figura geométrica é difícil de encontrar nas empresas ‘a sério’), em que todos avaliam todos segundo três critérios bem definidos: Conhecimento; Habilidade; Atitude.

Da minha experiência anterior o que leio é que rapidamente o foco não é ‘se o outro ganha mais ou menos do que eu por mês, mas se ele teve o prémio e este é ou não merecido’!

Sinto que, ainda mais AGORA, as Organizações necessitam de se focar na Eficiência, de uma forma que permita aos seus Colaboradores uma actividade em que a competição pelo salário e pelo benefício individual não sejam o motor da sua actividade.

Sinto, desde sempre (trabalhei, pela primeira vez, com dez anos de idade…), que o que cada profissional busca é a Satisfação de se sentir IMPORTANTE para a comunidade em que se insere.

Quando pensa em salário e benefícios já não está a pensar na sua UTILIDADE e no seu trabalho dentro da Organização, mas na utilização do dinheiro que lhe rende esta actividade e a sua contribuição para outras actividades ou para a aquisição de bens materiais (pode estar focado no barco que quer comprar para ir à pesca, ou no recheio do seu frigorífico).

Ninguém foi contratado por uma empresa para poder comprar um barco de pesca: foi contratado para executar uma função e a desenvolver, de tal modo bem que a empresa possa manter e aumentar o número dos seus Clientes e, assim, proporcionar mais duradouras condições de desenvolvimento do trabalho e da vida particular a cada um dos seus Colaboradores.

Da próxima vez que fizer uma Auto-avaliação, por favor, SEJA DURO CONSIGO!

Da próxima vez que fizer uma Avaliação de um Colaborador: SEJA DURO CONSIGO! e seja claro com o que espera daquele que avalia.

Mas, lembre-se: Foque os factos, não a Pessoa!

Confie no SEU Desempenho!

Apoie o desenvolvimento das tarefas de cada um dos seus Colaboradores;

E, Não SE ESQUEÇA!:

Controle a evolução das acções previstas para a MELHORIA, nos momentos certos!

A Avaliação de Desempenho é uma tarefa de TODOS OS DIAS!

Luís Cochofel
« Última modificação: 02 de Março de 2010, 14:00 por anavargasantos » Registado

Ana Santos
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« Responder #4 em: 02 de Março de 2010, 13:58 »

Em resposta a este texto, a Professora Márcia Trigo acrescentou (autorização para publicação neste espaço garantida pela autora do comentário):

Caro Luís,

Excelente reflexão! Gostei.

Vivemos, convivemos e trabalhamos numa Sociedade/Economia sem fronteiras, global, do conhecimento. Neste enquadramento tudo muda: relações de trabalho; conceito de Emprego (cada vez menos para toda a vida, na mesma empresa, cidade, psís); absolescência rápida do Conhecimento e das Competências; conceito de Carreira; e, em consequência, Avaliação de Desempenho.

A Avaliação de Desempenho, como reflecte, integra, a meu ver e numa sistematização simplificada, pelo menos 5 domínios-chave:

1)Fixação de objectivos individuais, grupais e organizacionais, os quais devem/podem ser mensuráveis, calendarizados e aplicáveis;

2)Acompanhamento e Feedback ao longo do ano, incluindo: conhecimento, pelo avaliado, dos meios de apoio disponíveis; revisão periódica dos objectivos;feedback; acções de apoio, como formação à medida, coaching, mentoring, etc;

3) Avaliação de Desempenho Final, incluindo conhecimento prévio de: metodologia de avaliação; escala de avaliação; momentos e ferramentas a utilizar;auto-avaliação; preparação da entrevista; entrevista de avaliação; e, cada vez mais com frequência, a tal avaliação 360º que inclui todos domínios e todos os intervenientes directos e indirectos, como colegas, subordinados, clientes, fornecedores, etc;

4)Consequências da Avaliação: identificação das necessidades de formação; carreira; remuneração; prémios e outras regalias; determinação das potencialidades do avaliado;

5) Cultura de Avaliação e Desempenho, uma área que constitui um pré-requisito de todo o Sistema de Gestão do Desempenho, já que sem essa cultura não há avaliação que «se salve» e possa constituir uma «mais valia» para todos os intervenientes: avaliados, avaliadores, equipa, organização, clientes, accionistas, fornecedores, etc (os tais Stakeholders (vs Shareholders que apenas se refere aos proprietários/accionistas).

E concordo, em absoluto com o Luís, de modelos deterministas e normativos das organizações nascidas na e da Revolução Industrisl, estamos a evoluir (também por força da concorrência, da competitividade global, mas também das Organizações de Conhecimento e em REDE, tipo Orquestra de JAZZ (e Comunicação aberta, Coopetição e da Ética Responsabilidade Social)para uma concepção de Carreira, como um PERCURSO de AUTODESENVOLVIMENTO e, por consequência, também um exercício continuado de AUTO-GESTÃO de Um PROJECTO DE VIDA.

Mas que enorme e «apetitoso desafio»!! Ganhá-lo é um compromisso diariamente renovado.

Márcia Trigo
« Última modificação: 02 de Março de 2010, 14:01 por anavargasantos » Registado

Ana Santos
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« Responder #5 em: 02 de Março de 2010, 14:03 »

E eu própria comentei, naquele espaço:

Olá Luís,

Como seria de esperar, mais um texto pragmático, reflexo da sua capacidade admirável de analisar e caracterizar as diferentes realidades com que se vai confrontando e de simultaneamente propor caminhos alternativos, novos rumos, novas formas de ver e fazer.

Permita que complemente a sua reflexão sobre a satisfação de se sentir importante com alguns dados respeitantes aos principais indicadores referentes aos agregados estatísticos nacionais de 2008, obtidos a partir das respostas de 37.671 colaboradores de organizações aderentes ao Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH – http://www.onrh.org):

- No ano de 2008, as dimensões com maior impacto na SATISFAÇÃO dos colaboradores inquiridos foram as EXPECTATIVAS e o CONTEXTO ORGANIZACIONAL e, ocupando um honroso terceiro lugar, a dimensão RECONHECIMENTO E RECOMPENSA.

- Por outro lado, a SATISFAÇÃO foi a dimensão com maior impacto na LEALDADE, podendo concluir-se que colaboradores mais satisfeitos serão mais leais às organizações onde trabalham. As EXPECTATIVAS e o CONTEXTO ORGANIZACIONAL são as outras duas dimensões com impactos mais elevados sobre a lealdade.

- Por fim, a SATISFAÇÃO, a LEALDADE e as EXPECTATIVAS apresentam-se como as dimensões com maior impacto no Envolvimento, podendo-se daqui também concluir que colaboradores mais satisfeitos e mais leais às organizações estão mais envolvidos e dedicados ao seu trabalho.

Continuação de um excelente trabalho!
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Ana Santos
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