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Resultados Nacionais
O ONRH promove anualmente uma sessão pública de apresentação dos resultados respeitantes ao agregado nacional, divulgando os índices anuais correspondentes às várias dimensões monitorizadas.
Nestas sessões são igualmente convidadas a participar as várias entidades aderente e a apresentar os seus testemunhos de boas práticas no âmbito da gestão dos recursos humanos.
Resultados Nacionais Agregados de 20081. IntroduçãoEste texto apresenta os principais indicadores referentes aos agregados estatísticos nacionais de 2008, obtidos a partir das respostas de 37.671 colaboradores de organizações aderentes ao Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH). 2. Metodologia e Taxa de AdesãoOs indicadores deste estudo resultam da aplicação de um questionário padrão base, constituído por 52 questões, em diversas organizações em Portugal aderentes a este projecto. Os resultados obtidos contemplam, em termos agregados, o ano em questão e um histórico de três anos, englobando um universo de 24 organizações e de 37.671 respondentes.
Tabela 1. Taxas de adesão dos colaboradores.Das organizações incluídas nos agregados de 2008 verifica-se que 68,2% são de natureza privada e 31,8% pertencem ao sector público e, por sector de actividade, 31,2% são organizações industriais, 50% dos serviços e 18,2% da distribuição.
Figura 1. Caracterização das entidades e dos respondentes por sector a que pertencem.3. Resultados Globais
Figura 2. Índices Nacionais de 2008, por dimensão, e evolução registada face a 2007.Vejamos agora os principais indicadores agregados de 2008. Analisando o ranking dos índices por dimensão, apresentado na figura 2, importa referir os seguintes aspectos principais:
No que respeita à dispersão de resultados associada a cada dimensão (figura 3) constata-se que a dimensão Cooperação e Comunicação é aquela que apresenta uma menor distância entre o mínimo e o máximo (18,8). Por outro lado, as dimensões Lealdade, Reconhecimento e Recompensa e Mudança e Inovação são aquelas onde a diferença entre o máximo e o mínimo é maior (respectivamente 30,4, 28,6 e 28,5), sendo que as duas últimas são também aquelas as que possuem os valores mínimos mais baixos.
Figura 3. Valores médios, máximos e mínimos, por dimensão, dos índices nacionais de 2008.Na análise por questões, a questão “dedicação e empenho pela empresa”, com uma pontuação de 8,3 (numa escala de 1 a 10), é a que regista o valor médio mais elevado, enquanto que a questão relativa à satisfação com “actividades desportivas, culturais e de convívio”, com uma pontuação de 3,8, é a que regista o valor médio mais baixo (figura 4).
Figura 4. Questões com valores médios mais elevados e valores médios mais baixos.4. Satisfação
Figura 5. Evolução da dimensão Satisfação (2002-2008).Analisando agora o caso específico da dimensão Satisfação verifica-se que o índice registou um decréscimo de 1,8 pontos percentuais relativamente a 2007, invertendo assim a tendência de subida que se verificava desde 2004 (figura 5).
Figura 6. Estratificação da Satisfação.Da análise estratificada da Satisfação (figura 6) conclui-se que os colaboradores na faixa etária dos 18 aos 25 anos são aqueles que apresentam um valor médio de satisfação mais elevado. Finalmente, no que respeita à posição hierárquica, os cargos de chefia apresentam valores médios mais elevados do que os cargos de não chefia. Refira-se que esta análise foi realizada com base apenas nas organizações que apresentam classes comparáveis. O Modelo Estrutural estimado para a Satisfação do Colaborador é apresentado na figura 7 e dele se conclui que as dimensões com mais impacto na formação da satisfação são as Expectativas (com um impacto relativo de 35%) e o Contexto Organizacional (com impacto relativo de 30%). Num segundo nível surgem as dimensões Reconhecimento e Recompensa (14%) e Mudança e Inovação (8%).
Figura 7. Modelo Estrutural: impactos dos antecedentes na Satisfação.5. LealdadeNo que respeita ao índice de Lealdade verifica-se uma evolução semelhante à da Satisfação: em 2008 o índice decresce face a 2007 (-2,1 pontos percentuais) e interrompe a tendência crescente que se verificava desde 2005 (figura 8).
Figura 8. Evolução da dimensão Lealdade (2002-2008).
Figura 9. Modelo Estrutural: impactos dos antecedentes na Lealdade.6. EnvolvimentoÀ semelhança da Satisfação e da Lealdade, o índice médio de envolvimento também decresce em 2008 e interrompe a tendência crescente que, neste caso, se verificava desde 2004 (figura 10). Ao nível do Modelo Estrutural a Satisfação, a Lealdade e as Expectativas apresentam-se como as dimensões com maior impacto no Envolvimento, podendo-se daqui também concluir que colaboradores mais satisfeitos e mais leais às organizações estão mais envolvidos e dedicados ao seu trabalho (figura 11).
Figura 10. Evolução da dimensão Envolvimento (2002-2008).
Figura 11. Modelo Estrutural: impactos dos antecedentes no Envolvimento.7. Análise SectorialEfectuando agora uma análise sectorial por natureza das organizações verificamos, pela análise da figura 12, que para as entidades públicas os valores médios das dimensões subiram face a 2007, exceptuando-se o Envolvimento, que se manteve constante, e o Posto de Trabalho, que decresceu 1,2 pontos percentuais.
Figura 12. Índices para o Sector Público: Evolução 2007/2008.Por outro lado nas entidades privadas os valores médios dos índices decresceram em todas as dimensões, conforme se constata na figura 13. Neste caso a Mudança e Inovação foi a dimensão que, em termos médios, mais decresceu comparativamente a 2007.
Figura 13. Índices para o Sector Privado: Evolução 2007/2008.Pela análise do mapa perceptual de Satisfação-Lealdade aplicado às 24 entidades estudadas e representado na figura 14) verifica-se que é privada a organização que tem os colaboradores mais satisfeitos e mais leais (parte superior direita do QI) e que são três as entidades que aproximadamente apresentam os colaboradores menos satisfeitos e menos leais: duas do sector privado e uma do sector público (conforme se verifica na parte inferior esquerda do QIII).
Figura 14 – Mapa de Satisfação-Lealdade aplicado na comparação entre as entidades do sector público e do sector privado.Relativamente às diferenças ao nível dos indicadores (com base numa escala de 1 a 10) verifica-se que o sector privado apresenta genericamente valores mais elevados do que o sector público e que as diferenças mais elevadas se situam nos indicadores (figura 15):
Figura 15 – Diferenças mais significativas ao nível dos indicadores verificadas entre o sector público e o sector privado.Da análise efectuada às várias dimensões por sector de actividade (figura 16) constata-se que o Sector da Distribuição regista os valores médios mais elevados em todas elas, e que o sector dos Serviços, com excepção das dimensões Política e Estratégia e Relações com Chefias, é o que apresenta valores médios mais baixo. Nas dimensões onde a diferença entre sectores é maior são a Qualidade (com 13,8 pontos de diferença entre a Distribuição e os Serviços) e a Mudança e Inovação (com 11,6 pontos de diferença). A dimensão Envolvimento é aquela onde a diferença entre sectores de actividade é menor.
Figura 16. Comparação dos valores médios das dimensões por sector de actividade.8. Análise das Entidades com Mais do que um Estudo Efectuado.
Figura 17. Evolução média das dimensões nas organizações que efectuaram mais do que um estudo (diferença entre os valores do último e penúltimo estudo).Analisando agora o caso específico das entidades que no período em análise foram monitorizadas mais do que uma vez, ou seja efectuaram mais do que um estudo, verifica-se que existe uma variação média positiva nos valores das várias dimensões entre o penúltimo e o último estudo, com excepção das dimensões Mudança e Inovação e Envolvimento que registaram um decréscimo médio de 0,1 pontos percentuais. Estas variações positivas resultarão sobretudo dos planos de melhoria internos implementados. 9. ConclusõesDos resultados apresentados é possível apresentar as seguintes conclusões gerais relativas aos agregados de 2008 do ONRH:
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